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Terça-feira, 03 de Julho de 2012
Minicentral hidrelétrica vai camuflar sujeira do rio Tietê
Uma pequena central hidrelétrica em construção no Tietê, na cidade de Pirapora do Bom Jesus, Grande São Paulo, vai ajudar a camuflar a forte poluição do rio.
A mudança é um efeito indireto, já que o principal objetivo da construção é gerar energia elétrica para uma população de 70 mil habitantes.
Mas, depois que a usina estiver pronta, em 2014, a espuma nociva à saúde, que tanto incomoda os moradores da cidade, vai diminuir. Ela se forma com frequência nas águas sujas do rio Tietê.
"Não estamos falando que a espuma vai acabar, mas podemos afirmar que ela vai diminuir", diz Fernando Blanco, engenheiro da Emae, empresa ligada ao governo do Estado, responsável pela usina, que custará R$ 123 milhões.
O truque é simples. Hoje, existe uma barragem, pouco antes do centro da cidade. A água do rio atravessa o túnel da barragem e cai em queda livre, para então voltar ao seu curso normal.
Durante essa queda, a água é bastante agitada e, como vem carregada de detergentes e produtos químicos, a espuma se forma, em um processo semelhante ao de uma máquina de lavar.
Em dias em que a poluição aumenta e o fluxo de água também, a espuma invade as ruas e chega até a cobrir a ponte principal da cidade.
"A expectativa é que situações como essa não ocorram mais, apesar de a obra não ter nenhuma função de baixar a poluição", afirma Blanco.
Com a usina, a água será usada para fazer a turbina girar e, em geral, passará em menor quantidade pelo túnel.
Com a espuma diminuindo, os moradores esperam por medidas que acabem com o forte cheiro que o Tietê tem na região, que pode causar dores de cabeça e até desmaios.
Fonte: Folha de São Paulo











